Angélica Laner;
Camila G. Mascarello;
Janaina Romano;
Josiane Guaresi;
Martina S. Bernardi.
SOS Saúde
Previna-se, o inimigo é INVISÍVEL!
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Mononucleose infecciosa
A mononucleose infecciosa é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes chamado de vírus Epstein-Barr (EBV). É mais comum em adolescentes e adultos jovens e se caracteriza pela tríade clínica de febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos.
Transmissão
Transmissão
O vírus Epstein-Barr é transmitido de humano para humano, através da saliva. Por esse motivo ganhou a alcunha de "doença do beijo". Além do beijo, pode-se contrair mononucleose através da tosse, espirro e objetos como copos e talheres. Apesar de se transmitir de modo semelhante à gripe, o Epstein-Barr é um vírus menos contagioso, o que faz com que seja possível haver contato com pessoas infectadas e não se infectar.
Um indivíduo infectado pelo EBV pode manter-se com o vírus na sua orofaringe por até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas que com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. Em 2004 um trabalho demostrou que a maioria dos pacientes ainda tinha o vírus na sua orofaringe mesmo oito meses após o fim dos sintomas.
Um indivíduo infectado pelo EBV pode manter-se com o vírus na sua orofaringe por até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas que com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. Em 2004 um trabalho demostrou que a maioria dos pacientes ainda tinha o vírus na sua orofaringe mesmo oito meses após o fim dos sintomas.
Pode-se adquirir também, embora que raramente por transfusão de sangue ou outros órgãos e contato sexual. Por ser vírus pouco resistente necessita do contato direto da saliva contaminada com a mucosa.
Sintomas
Quando adquirida na infância, a mononucleose costuma passar despercebida. Menos de 10% das crianças infectadas apresentam sintomas. Essa incidência começa a subir com o passar dos anos, atingindo seu ápice entre os 15 e 24 anos. Esta é a faixa etária que mais costuma apresentar infecção sintomática.
O quadro clínico típico envolve febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante as faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias. Outros sintomas inespecíficos como dor de cabeça, dores musculares, tosse e náuseas também são comuns.
Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro. O aumento dos linfonodos também é um pouco diferente da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequentemente se espalhando pelo resto do corpo.
O quadro clínico típico envolve febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante as faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias. Outros sintomas inespecíficos como dor de cabeça, dores musculares, tosse e náuseas também são comuns.
Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro. O aumento dos linfonodos também é um pouco diferente da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequentemente se espalhando pelo resto do corpo.
Outro sinal característico da mononucleose é o aumento do baço, chamado de esplenomegalia. Quando este ocorre, é necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura do mesmo.
Diagnóstico
Diagnóstico
O diagnóstico é feito através do quadro clínico e confirmado por análises de sangue. O diagnóstico definitivo, porém, é feito através da sorologia, com a pesquisa de anticorpos. O mais comum e simples é um exame chamado monoteste.
Tratamento
Tratamento
Como a maioria das doenças causadas por vírus não há tratamento disponível nem mesmo é necessário uma vez que na maior parte das vezes ela é autolimitada. Utiliza-se medicamentos para os sintomas como analgésicos, antitérmicos e se necessário medicamentos contra o enjôo. Recomenda-se para aqueles que apresentam baço aumentado que não pratiquem esportes ou atividades que representem risco de ruptura do mesmo.
O tratamento baseia-se em sintomáticos e repouso. Não há droga específica para o vírus e o quadro costuma se resolver espontaneamente em 2 semanas.
Prevenção
Prevenção
A doença confere imunidade permanente, muito raramente pode apresentar manifestações em uma segunda infecção. Não há necessidade de isolamento dos doentes uma vez que a infecção ocorre apenas com contato muito próximo ou íntimo. Embora a vacinação tenha uma abrangência que vai além da infecção, pois poderia em tese prevenir inclusive alguns tumores de linfócitos (os linfomas), ainda não existe este recurso com a eficiência e segurança recomendável.
Mononucleose infecciosa no Brasil
Mononucleose infecciosa no Brasil
Um total de 234 crianças e adolescentes, menores de 16 anos (média de idade = 5,8 anos), com suspeita clínica de mononucleose infecciosa, foi atendido no "Serviço de Virologia Geral" do "Instituto Evandro Chagas (IEC)", no período de junho a dezembro de 1995. As amostras de soro foram testadas quanto à presença de anticorpos das classes IgG e IgM anti-Epstein Barr (EBV), através do procedimento imunoenzimático (ELISA), especificamente contra o antígeno do capsídeo viral (anti-VCA). O objetivo deste trabalho foi de estabelecer a frequência de infecção primária pelo EBV, avaliando as características clínicas em crianças e adolescentes. Dentre as 234 amostras analisadas a soro positividade em termos de IgG foi de 56 %, sendo que 55 % e 45 % eram do sexo masculino e feminino, respectivamente. Em 10,6 % das crianças e adolescentes com mononucleose infecciosa ativa (presença de anticorpos IgM-EBV), registramos os seguintes achados clínicos: linfadonopatias (76 %), febre (68 %), erupção cutânea (12 %) e hepatomegalia (12 %). Os resultados indicam que, já aos seis anos de idade, metade das crianças já foram infectadas pelo EBV(AU);
terça-feira, 27 de setembro de 2011
ESTATUTO
O SOS Saúde é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, de duração indeterminada, regida pelo presente Estatuto.
O SOS Saúde tem como objetivos principais: divulgar quatro doenças transmitidas por organismos patogênicos diferentes (bactéria, fungo, protozoário e vírus); mostrar suas principais informações de forma que a população, que em geral não conhece tais doenças, adquiria conhecimento sobre cada uma; divulgar nosso conteúdo na internet de modo que outras pessoas possam tirar proveito de nossas informações.
Os tópicos que estão contidos na explicação de cada doença são os seguintes:
1- o que é;
2- microorganismo envolvido;
3- sintomas;
4- transmissão;
5- tratamento;
6- prevenção;
7- distribuição no Brasil.
O SOS Saúde conta com cinco pessoas, cada uma encarregada de uma área distinta:
Gerência: Camila G. Mascarello;
Criação: Angélica Laner, Janaina Romano e Josiane Guaresi;
Administração: Martina S. Bernardi.
A área da gerência possui o dever de comandar e organizar o grupo e é encarregada de comunicar as decisões que são tomadas entre seus membros.
A área da criação possui o dever de confeccionar o folheto informativo, o cartaz, o outdoor e o jingle do SOS Saúde.
A área administrativa possui o dever de divulgar o conteúdo através de um blog e organizar o estatuto da ONG.
Todos os membros do SOS Saúde possuem suas tarefas estipuladas, mas nada impede de que cada um colabore com a função do outro.
A divulgação do SOS Saúde será feita através de um folheto, um cartaz, um outdoor e um jingle.
Candidíase
A candidíase é uma doença provocada por fungo e que deve ser tratada com antimicóticos. Suas manifestações podem ser diferentes nos vários indivíduos, mas elas têm algo em comum, pois provocam grande desconforto vaginal. Relacionada também com a alimentação, a candidíase, muitas vezes, pede ao organismo que retome um cardápio saudável para que o tratamento venha a surtir efeito mais rápido e prolongado. A Candida ou Monília é um fungo e a candidíase ou monolíase vaginal é, portanto, uma micose. A candidíase é também conhecida como monolíase, uma espécie de afta, e é considerada uma infecção. O fato da Candida albicans estar presente na maioria dos seres humanos não significa problema, a menos que esses organismos comecem a crescer acima de suas quantidades consideradas normais, provocando a infecção que prefere em especial as mulheres. A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais freqüentes de infecção nos genitais. Além do prurido e do ardor, ela também provoca dispareunia, ou dor durante o coito, e a eliminação do corrimento vaginal em grumos, a vulva e a vagina encontram-se inchadas e irritadas (avermelhadas). As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal. No homem, apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio e, eventualmente, por um leve edema e pequenas lesões puntiformes, avermelhadas e pruriginosas. Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual. As mulheres grávidas são bastante propensas a esse tipo de infecção, bem como as mulheres na fase antes do período menstrual. Pacientes com deficiência do sistema imunológico, como os portadores de AIDS, são bastante sensíveis a essas infecções por não conseguirem combater esses germes naturalmente. A Candida se manifesta e começa a crescer em quantidades desproporcionais quando a resistência do organismo cai ou quando as defesas na região vaginal estão diminuídas. Alguns fatores são causadores desta micose: antibióticos, gravidez, diabetes, infecções, deficiência imunológica, medicamentos como anticoncepcionais e corticóides. Existem outros fatores ainda que predispõem ao aparecimento da infecção, como o uso de medicamentos imunosupressivos, a obesidade, o uso de roupas justas etc. Também o uso de sprays nasais que contêm cortisona e/ou outros esteróides provoca o seu super crescimento no trato respiratório. Algumas auto-observações podem ser um bom indicador para o paciente fornecer ao médico, para que este possa confirmar o diagnóstico de candidíase. Sintomas É um dos mais irritantes corrimentos e provoca corrimento espesso, como uma nata de leite (tipo coalho), geralmente acompanhado de coceira ou irritação intensa. A candidíase pode ser observada eventualmente no parceiro sexual, diz o médico, o qual manifesta pequenas manchas vermelhas no seu órgão reprodutor. Isso significa que a infecção é sexualmente transmissível. Em geral, os agentes etiológicos das DST têm o trato genital humano como único reservatório e mal sobrevivem fora do corpo humano. A Candidíase irá afetar os indivíduos de formas diferentes - uns podem ter distúrbios gastro-intestinais, outros podem ter problemas respiratórios e outros ainda, manifestações dermatológicas. Um problema comum a muitas pessoas porém é que muitos pacientes que sofrem de Candidíase não possuem ácido estomacal suficiente para impedir que a Candida volte a aparecer assim que eles voltam para sua dieta normal. Em geral a transmissão da candidíase ocorrerá se a parceira estiver predisposta a isto, isto é, se estiver imunologicamente predisposta e os seus mecanismos de defesa falharem por alguma razão.É uma doença muito comum nas mulheres e em geral é uma doença primária, isto é, surge em decorrência de algum desequilíbrio da flora vaginal normal da própria paciente e não por transmissão sexual, embora isto possa ocorrer. Prevenção e Diagnóstico O sistema imunológico é responsável por manter sob controle o crescimento da Candida albicans. Entretanto se por alguma razão o sistema se tornar deprimido, ou também diante do uso prolongado de antibióticos, pílulas anticoncepcionais, esteróides como a prednisona, o sistema imunológico já não pode mais controlar o crescimento desse fungo. Com o crescimento descontrolado, ele pode causar uma série de problemas. O diagnóstico é feito através do exame ginecológico, além de exames de laboratório e do Papanicolau, onde o material é colhido e analisado microscopicamente. Formas de prevenção: Usar sabonete neutro, em banhos diários, preferencialmente mais de um banho por dia no verão. Usar roupa íntima de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída. No contato sexual, usar preservativo. É aconselhável fazer a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais. Tratamento A Candida se manifesta sob uma série de condições diferentes. O tratamento tem efeito em quatro a seis semanas, em cerca de 75% ou mais dos casos, às vezes mais cedo. Cerca de outros 25% necessitam de um tratamento mais prolongado. O tratamento para combater a candidíase é feito à base de antimicóticos mas deve-se tentar tratar as causas da candidíase para evitar as recidivas. Fazer uma dieta especial, preparada em conjunto com o médico a o nutricionista, ajuda a recuperar a saúde e a reconstruir o sistema imunológico. O tratamento é sistêmico e também é feito com cremes locais à base de antifúngicos, em geral de 3 a 7 dias. Em casos mais resistentes, deve-se fazer o tratamento por via oral, bem como na suspeita de que o parceiro também tenha a doença, este deverá ser tratado. O tratamento do homem também se faz através de antimicóticos locais ou sistêmicos (em casos mais rebeldes). |
Leishmaniose Tegumentar
| Parasita, vetor e ferida típica da leishmaniose tegumentar |
“úlcera de bauru”, “nariz de tapir” e “ferida brava”.
O que é? Uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por um protozoário do gênero Leishmania, que invade o sistema imunológico do infectado e se reproduz no interior de suas células. Provoca úlceras indolores na pele e mucosas. A transmissão é vetorial e é primariamente uma provocada por animal que afeta outros animais que não o homem, o qual pode ser envolvido secundariamente.
Qual o microrganismo envolvido? É causada por protozoários do gênero Leishmania.
Quais os sintomas? As lesões podem ocorrer na pele e/ou mucosas. Podem surgir apenas uma ou mais lesões. Na forma mais comum (cutânea), a ferida se inicia pequena, arredondada, geralmente indolor, com bordas elevadas e avermelhadas, fundo granuloso e vai crescendo progressivamente.
Na maioria dos casos não são curadas naturalmente, e tampouco com o uso de medicamentos cicatrizantes comuns.
Na forma cutaneomucosa, há a presença de feridas no nariz, boca ou garganta cujo aumento pode comprometer essas estruturas. Quando atingem o nariz, podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza e aparecimento de crostas e feridas. Na garganta, dor ao engolir, rouquidão e tosse.
Na cutâneodifusa, surgem nódulos em várias regiões do corpo, principalmente nos membros.
As cicatrizes destas ulcerações podem permanecer e, caso o tratamento não seja feito de forma correta, após meses ou anos a doença pode ressurgir.
As cicatrizes destas ulcerações podem permanecer e, caso o tratamento não seja feito de forma correta, após meses ou anos a doença pode ressurgir.
Como se transmite? Por picadas de mosquito (fêmea). Este, menores que pernilongos, é conhecido como mosquito-palha, birigui, cangalhinha, bererê, tatuquira, asa-branca ou asa-dura. Vivem em locais úmidos e escuros, preferindo regiões onde há acúmulo de lixo orgânico, e movem-se por meio de voos curtos e saltitantes. Não há transmissão de pessoa a pessoa.
Período de incubação: Quando o vetor ferroa um indivíduo, caso ele seja hospedeiro desses protozoários, a ferida se desenvolve em cerca de dez dias a três meses.
Animais domésticos
Há muitos os registros de infecção em animais domésticos. Mas, não há evidências científicas que comprovem o papel desses animais como reservatórios das espécies de leishmanias.
Como tratar? O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação.
O tratamento é feito não só visando a cura, mas também o impedimento de que a doença evolua para as formas mais graves e, também, para evitar recidivas. Quando o tratamento inicial não apresenta resultados satisfatórios, a imunoterapia e a imunoprofilaxia podem ser requeridos.
Se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.
Como se prevenir?
Usar roupas adequadas e repelente em ambiente de mata;
Evitar a exposição nos horários de atividades do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde este habitualmente possa ser encontrado;
Evitar banho de rio ao entardecer;
Ir ao médico em casos de feridas;
Destinar adequadamente o lixo;
Evitar animais domésticos com feridas características;
Procurar a prefeitura a fim de que o sangue destes seja recolhido para análise;
Manejo ambiental, através da limpeza de quintais e terrenos, a fim de o mosquito não se reproduzir;
Atividades de educação em saúde devem ser inseridas em todos os serviços que desenvolvam as ações de vigilância e controle da LTA;
O uso de determinadas telas e mosquiteiros pode não ser eficaz em face do tamanho diminuto do vetor.
Características gerais de sua distribuição no Brasil e no mundo: A LTA tem ampla distribuição mundial e, no continente americano, há registro de casos desde o sul dos EUA ao norte da Argentina, com exceção do Chile e Uruguai.
Em média, foram registrados cerca de 20 casos por ano no período de 2005 a 2009 (12,1 casos/100.000 habitantes).
A região Norte apresenta o maior coeficiente (63,1 casos/100.000 habitantes), seguida das regiões Centro-Oeste (24,5 casos/10.000 habitantes) e Nordeste (12,7 casos/100.000 habitantes).
A doença é endêmica da Amazônia, mas tem ocorrência em várias regiões do mundo, não se restringindo apenas às florestas, mas também presente em ambientes urbanos, em razão da destruição das coberturas vegetais nativas.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.
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