A mononucleose infecciosa é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes chamado de vírus Epstein-Barr (EBV). É mais comum em adolescentes e adultos jovens e se caracteriza pela tríade clínica de febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos.
Transmissão
Transmissão
O vírus Epstein-Barr é transmitido de humano para humano, através da saliva. Por esse motivo ganhou a alcunha de "doença do beijo". Além do beijo, pode-se contrair mononucleose através da tosse, espirro e objetos como copos e talheres. Apesar de se transmitir de modo semelhante à gripe, o Epstein-Barr é um vírus menos contagioso, o que faz com que seja possível haver contato com pessoas infectadas e não se infectar.
Um indivíduo infectado pelo EBV pode manter-se com o vírus na sua orofaringe por até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas que com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. Em 2004 um trabalho demostrou que a maioria dos pacientes ainda tinha o vírus na sua orofaringe mesmo oito meses após o fim dos sintomas.
Um indivíduo infectado pelo EBV pode manter-se com o vírus na sua orofaringe por até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas que com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. Em 2004 um trabalho demostrou que a maioria dos pacientes ainda tinha o vírus na sua orofaringe mesmo oito meses após o fim dos sintomas.
Pode-se adquirir também, embora que raramente por transfusão de sangue ou outros órgãos e contato sexual. Por ser vírus pouco resistente necessita do contato direto da saliva contaminada com a mucosa.
Sintomas
Quando adquirida na infância, a mononucleose costuma passar despercebida. Menos de 10% das crianças infectadas apresentam sintomas. Essa incidência começa a subir com o passar dos anos, atingindo seu ápice entre os 15 e 24 anos. Esta é a faixa etária que mais costuma apresentar infecção sintomática.
O quadro clínico típico envolve febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante as faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias. Outros sintomas inespecíficos como dor de cabeça, dores musculares, tosse e náuseas também são comuns.
Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro. O aumento dos linfonodos também é um pouco diferente da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequentemente se espalhando pelo resto do corpo.
O quadro clínico típico envolve febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante as faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias. Outros sintomas inespecíficos como dor de cabeça, dores musculares, tosse e náuseas também são comuns.
Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro. O aumento dos linfonodos também é um pouco diferente da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequentemente se espalhando pelo resto do corpo.
Outro sinal característico da mononucleose é o aumento do baço, chamado de esplenomegalia. Quando este ocorre, é necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura do mesmo.
Diagnóstico
Diagnóstico
O diagnóstico é feito através do quadro clínico e confirmado por análises de sangue. O diagnóstico definitivo, porém, é feito através da sorologia, com a pesquisa de anticorpos. O mais comum e simples é um exame chamado monoteste.
Tratamento
Tratamento
Como a maioria das doenças causadas por vírus não há tratamento disponível nem mesmo é necessário uma vez que na maior parte das vezes ela é autolimitada. Utiliza-se medicamentos para os sintomas como analgésicos, antitérmicos e se necessário medicamentos contra o enjôo. Recomenda-se para aqueles que apresentam baço aumentado que não pratiquem esportes ou atividades que representem risco de ruptura do mesmo.
O tratamento baseia-se em sintomáticos e repouso. Não há droga específica para o vírus e o quadro costuma se resolver espontaneamente em 2 semanas.
Prevenção
Prevenção
A doença confere imunidade permanente, muito raramente pode apresentar manifestações em uma segunda infecção. Não há necessidade de isolamento dos doentes uma vez que a infecção ocorre apenas com contato muito próximo ou íntimo. Embora a vacinação tenha uma abrangência que vai além da infecção, pois poderia em tese prevenir inclusive alguns tumores de linfócitos (os linfomas), ainda não existe este recurso com a eficiência e segurança recomendável.
Mononucleose infecciosa no Brasil
Mononucleose infecciosa no Brasil
Um total de 234 crianças e adolescentes, menores de 16 anos (média de idade = 5,8 anos), com suspeita clínica de mononucleose infecciosa, foi atendido no "Serviço de Virologia Geral" do "Instituto Evandro Chagas (IEC)", no período de junho a dezembro de 1995. As amostras de soro foram testadas quanto à presença de anticorpos das classes IgG e IgM anti-Epstein Barr (EBV), através do procedimento imunoenzimático (ELISA), especificamente contra o antígeno do capsídeo viral (anti-VCA). O objetivo deste trabalho foi de estabelecer a frequência de infecção primária pelo EBV, avaliando as características clínicas em crianças e adolescentes. Dentre as 234 amostras analisadas a soro positividade em termos de IgG foi de 56 %, sendo que 55 % e 45 % eram do sexo masculino e feminino, respectivamente. Em 10,6 % das crianças e adolescentes com mononucleose infecciosa ativa (presença de anticorpos IgM-EBV), registramos os seguintes achados clínicos: linfadonopatias (76 %), febre (68 %), erupção cutânea (12 %) e hepatomegalia (12 %). Os resultados indicam que, já aos seis anos de idade, metade das crianças já foram infectadas pelo EBV(AU);
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