terça-feira, 27 de setembro de 2011

Leishmaniose Tegumentar


Parasita, vetor e ferida típica da leishmaniose tegumentar
 “úlcera de bauru”, “nariz de tapir” e “ferida brava”.

O que é? Uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por um protozoário do gênero Leishmania, que invade o sistema imunológico do infectado e se reproduz no interior de suas células. Provoca úlceras indolores na pele e mucosas. A transmissão é vetorial e é primariamente uma provocada por animal que afeta outros animais que não o homem, o qual pode ser envolvido secundariamente.

Qual o microrganismo envolvido? É causada por protozoários do gênero Leishmania.

Quais os sintomas? As lesões podem ocorrer na pele e/ou mucosas. Podem surgir apenas uma ou mais lesões. Na forma mais comum (cutânea), a ferida se inicia pequena, arredondada, geralmente indolor, com bordas elevadas e avermelhadas, fundo granuloso e vai crescendo progressivamente.
Na maioria dos casos não são curadas naturalmente, e tampouco com o uso de medicamentos cicatrizantes comuns. 
Na forma cutaneomucosa, há a presença de feridas no nariz, boca ou garganta cujo aumento pode comprometer essas estruturas. Quando atingem o nariz, podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza e aparecimento de crostas e feridas. Na garganta, dor ao engolir, rouquidão e tosse.
Na cutâneodifusa, surgem nódulos em várias regiões do corpo, principalmente nos membros. 
As cicatrizes destas ulcerações podem permanecer e, caso o tratamento não seja feito de forma correta, após meses ou anos a doença pode ressurgir. 

Como se transmite? Por picadas de mosquito (fêmea). Este, menores que pernilongos, é conhecido como mosquito-palha, birigui, cangalhinha, bererê, tatuquira, asa-branca ou asa-dura. Vivem em locais úmidos e escuros, preferindo regiões onde há acúmulo de lixo orgânico, e movem-se por meio de voos curtos e saltitantes. Não há transmissão de pessoa a pessoa.

Período de incubação: Quando o vetor ferroa um indivíduo, caso ele seja hospedeiro desses protozoários, a ferida se desenvolve em cerca de dez dias a três meses.

Animais domésticos
Há muitos os registros de infecção em animais domésticos. Mas, não há evidências científicas que comprovem o papel desses animais como reservatórios das espécies de leishmanias.

Como tratar? O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação.
O tratamento é feito não só visando a cura, mas também o impedimento de que a doença evolua para as formas mais graves e, também, para evitar recidivas. Quando o tratamento inicial não apresenta resultados satisfatórios, a imunoterapia e a imunoprofilaxia podem ser requeridos. 
Se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito. 

Como se prevenir?
Usar roupas adequadas e repelente em ambiente de mata;
Evitar a exposição nos horários de atividades do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde este habitualmente possa ser encontrado;
Evitar banho de rio ao entardecer;
Ir ao médico em casos de feridas;
Destinar adequadamente o lixo;
Evitar animais domésticos com feridas características;
Procurar a prefeitura a fim de que o sangue destes seja recolhido para análise;
Manejo ambiental, através da limpeza de quintais e terrenos, a fim de o mosquito não se reproduzir;
Atividades de educação em saúde devem ser inseridas em todos os serviços que desenvolvam as ações de vigilância e controle da LTA;
O uso de determinadas telas e mosquiteiros pode não ser eficaz em face do tamanho diminuto do vetor.

Características gerais de sua distribuição no Brasil e no mundo: A LTA tem ampla distribuição mundial e, no continente americano, há registro de casos desde o sul dos EUA ao norte da Argentina, com exceção do Chile e Uruguai.
Em média, foram registrados cerca de 20 casos por ano no período de 2005 a 2009 (12,1 casos/100.000 habitantes).
A região Norte apresenta o maior coeficiente (63,1 casos/100.000 habitantes), seguida das regiões Centro-Oeste (24,5 casos/10.000 habitantes) e Nordeste (12,7 casos/100.000 habitantes).

 A doença é endêmica da Amazônia, mas tem ocorrência em várias regiões do mundo, não se restringindo apenas às florestas, mas também presente em ambientes urbanos, em razão da destruição das coberturas vegetais nativas.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: 
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

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